ÉTICA NA DIMENSÃO POLÍTICA E PEDAGÓGICA, DESENVOLVIMENTOS SUSTENTÁVEIS E LOCAIS E BOM SENSO NA EDUCAÇÃO POPULAR
DIMENSÃO POLÍTICA NA EDUCAÇÃO POPULAR
Abertura ao novo – Capacidade propositiva.
Análise crítica da realidade – Valorização da dimensão contraditória e complexa da realidade.
Atenção aos conflitos sociais – Rupturas com as perspectivas ideológicas dominantes.
Atenção para a diversidade de etnia, religião, gênero e geração – Afirmação aos sujeitos populares, numa perspectiva de construção do protagonismo destes no processo de construção da cidadania ativa e democracia participativa.
Construção de relações de igualdade e solidariedade – Democratização, descentralização e desconcentração de poder.
Construção de um projeto alternativo que se contraponha ao vigente e hegemônico – Perspectiva de transformação social.
DIMENSÃO PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO POPULAR
Cuidado com as diversas dimensões da vida (CULTURA, IDENTIDADE, SUBJETIVIDADES, CORPO, ESPIRITUALIDADE...) – Utilização de múltiplas linguagens na comunicação e expressão.
Dimensão dialógica e participativa do processo educativo – Construção coletiva do saber.
Dimensão processual de toda ação educativa – Princípios pedagógicos baseados nas ações multiplicadoras dos processos formativos de opinião na exigência dos direitos civis.
Estímulos a criatividade – Trabalhar com o lúdico solidário.
Valorização do cotidiano – Diversidade de modalidades de trabalho, métodos, dinâmicas e técnicas pedagógicas.
Valorização do lazer – Processo de aprendizagem prazeroso.
DESENVOLVIMENTOS SUSTENTÁVEIS NA EDUCAÇÃO POPULAR
Desenvolvimentos sustentáveis são aqueles que satisfazem as necessidades do presente sem compreender a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades, ressaltando uma solidariedade necessária em toda a sociedade e entre as gerações, de modo a configurar um novo paradigma de desenvolvimento; sua proposta deve ser formulada a partir do enfoque da complexidade e considerando as restrições estruturais da organização do sistema socioambiental, primando por uma visão ética de solidariedade, que passa por escolhas de políticas públicas participativas da comunidade e pelas condições complexas das realidades das comunidades, seus conflitos e tensões internas; devendo-se ampliar e consolidar a democracia e criar instituições e mecanismos de participação das comunidades (SOCIEDADE) nos processos decisórios através de:
Um caminho onde os educadores e/ou agentes sociais tornam uma postura respeitosa e sugerem formas de participação e de colaboração.
Um caminho cujo ponto de partida é a convicção que toda pessoa é capaz; que as pessoas desenvolvem diferentes capacidades; que as pessoas que são excluídas socialmente têm interesse em superar a sua condição de vida; e que a emancipação da Educação Popular (EP) começa por quem se dispõe a um processo de transformação individual e coletivo e social.
Um caminho que tem como ponto de chegada à auto-estima das pessoas, sua necessidade de unir esforços, de organizar-se para a conquista de exigirem os seus direitos civis e para a tarefa de assumir-se como sujeito dos seus destinos individual e coletivo.
DESENVOLVIMENTOS LOCAIS NA EDUCAÇÃO POPULAR
Desenvolvimentos locais é um processo endógeno, registrado em pequenas unidades territoriais e agrupamentos humanos, capaz de promover o dinamismo econômico solidário e a melhoria de qualidade de vida física e mental da população. Representa uma singular transformação nas bases econômicas solidárias e na organização social em nível local, resultante da mobilização das energias da sociedade, explorando suas capacidades e potencialidades específicas. Para ser um processo consistente e sustentável, o desenvolvimento deve elevar as oportunidades sociais e a viabilidade e competitividade da economia solidária local com produtos ou serviços de qualidade e com responsabilidade social, aumentando a renda e as formas de riqueza, ao mesmo tempo em que assegura a conservação dos recursos naturais sem degradar o meio ambiente. Apesar de constituir um movimento de forte conteúdo interno, o desenvolvimento local está inserido em uma realidade mais ampla e complexa, com o qual interage e da qual recebe influência e pressões negativas e positivas. Dentro das condições dadas pela globalização desenfreada e os intensos processos de transformações, os desenvolvimentos locais representam também alguma forma de integrações econômicas solidárias com os contextos regionais e nacionais. Portanto os Desenvolvimentos Locais Sustentáveis devem integrar alguns eixos fundamentais nas suas práticas solidárias:
Fortalecimento da democracia e da participação.
Melhoria da qualidade de vida física e mental.
Redução das desigualdades sociais.
Sustentabilidade ambiental.
Viabilidade e eficiência econômica solidária para:
A aproximação e conhecimento da realidade social onde se vais desenvolver o trabalho, utilizando instrumentos da metodologia da observação participante, mantendo uma altitude de abertura e escuta para a construção de diagnósticos das realidades locais.
A produção de mobilização social no âmbito da comunidade local (sociedade), de forma a fortalecer ações coletivas no enfrentamento dos seus problemas e na construção de soluções alternativas para os desenvolvimentos locais, promovendo o desenvolvimento humano das pessoas, o resgate da auto-estima, tendo em vista a emancipação social comunitária necessária a sua afirmação como sujeita políticos em suas exigências civis.
A promoção de capacitações que informem sobre as implementações de projetos e programas de desenvolvimentos locais e gerações de rendas solidárias, que socializem as informações sobre as diferentes iniciativas de Ministérios e Secretarias do Governo Federal, Secretarias Estaduais e Municipais, Instituições Financeiras Públicas e Fundações/Organizações Não Governamentais Nacionais e Internacionais.
A mobilização social que reconheça os esforços de articulações já existentes e construído entre as comunidades, entre as organizações sociais e das Assembléias Livres e Gerais Autônomas Espontâneas Comunitárias para a Garantia Constitucional e em Defesa dos Cidadãos Vitimados – Lei Federal 1207 de 25 de outubro de 1950.
O apoio às iniciativas de construção de espaços de participação popular, de gestão democrática, de afirmação da exigência dos direitos civis e da cidadania plena ativa e ampliação geral dos direitos constitucionais e das garantias constitucionais, aprofundando processos de controles sociais e de democratização geral do Estado nos Três Poderes, sejam eles da União, Estados e Municípios e em todos os âmbitos das administrações públicas. Essas intervenções devem ser organizadas em um plano de trabalho. É com ação planejada, monitorada, sistematizada e avaliada, que poderemos estabelecer estratégia viáveis, baseadas no diagnóstico construído, seguindo um procedimento que garanta a sua dimensão de processo participativo comunitário e continuado, dentro de uma perspectiva que seja coerente com os princípios “ÉTICOS” de políticas públicas sem “PARTIDARISMO” dentro do “PROJETO DEMOCRÁTICO E POPULAR COMUNITÁRIO”.
O fomento do espírito de solidariedade e do exercício da exigência dos direitos civis e da cidadania plena ativa junto às comunidades e organizações sociais, principalmente a das Assembleias Livres e Gerais Autônomas Espontâneas Comunitárias para a Garantia Constitucional e em Defesa dos Cidadão Vitimados – Lei Federal 1207 de 25 de outubro de 1950.
BOM SENSO NA EDUCAÇÃO POPULAR
Uma das virtudes humanas mais importantes é o bom senso. Ele não exige das pessoas que sejam tão escolarizadas, nem que pertençam a uma categoria social alta ou baixa. Bom senso é aquela capacidade natural de ver as coisas como elas são diagnosticando-as se estão corretas ou incorretas e de tentar concertá-las/fazê-las como elas devem ser feitas dentro da “ÉTICA”. É uma questão de equilíbrio moral e social que não aprendemos em livros, trazemos em nosso subconsciente desde o nascimento, optando ao livre arbítrio “CERTO OU ERRADO”, mas com o dia a dia e no permanente contato com os problemas de cada um e com os problemas daqueles que nos causam transtornos. Bom senso é a maneira de enfrentar-mos e resolver-mos com simplicidade àquilo que parece difícil, mesmo aqueles que transformaram o problema em desequilíbrios sociais a uma causa coletiva ou individual. Então para que possamos ter união e compreensão para resolver-mos os problemas que na maioria são causados pela uma minoria da sociedade oligárquica e monopolizadora que vem cometendo os maiores “ATOS DA VIOLÊNCIA DOS DESVIOS DAS VERBAS PÚBLICAS, NEPOTISMO, CORPORATIVISMO, VITALICIEDADE, ETC” de cima para baixo contra a população. Vamos exigir que os nossos “DIREITOS CIVIS E CIDADANIA PLENA” sejam respeitados e iniciar-mos uma nova era de “CONSCIENTIZAÇÃO” de caçar-mos e punir-mos aqueles que são contrários aos “PRECEITOS ÉTICOS E MORAIS” banindo de uma vez por todas com a “ERVA DANINHA DA CORRUPÇÃO” para poder-mos viver com “HARMONIA E RESPEITO MÚTUO”.
LIVRO VIRTUAL: CIDADANIA EM QUESTÃO - AUTOR: GILBERTO CRISTENSEN - 2º VOLUME - O COTIDIANO DO CIDADÃO NA PARTICIPAÇÃO ÉTICA
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