segunda-feira, 24 de junho de 2013

SINAIS EXTERIORES (CORRUPÇÃO) DE RIQUEZA

SINAIS EXTERIORES  (CORRUPÇÃO) DE RIQUEZA

            Sinais exteriores de riqueza são as evidencias maus fáceis de serem percebidas e as que deixam mais claro que algo de errado ocorre nas administrações públicas contra os maus administradores públicos corruptos. São perceptíveis quando o grupo de amigos e parentes dos maus administradores públicos sejam eles, municipais, estaduais ou união exibe bens caros, adquiridos de uma hora para outra, como carros e imóveis e gastos pessoais incompatíveis com suas rendas, alguns passam a ter uma vida social intensa, frequentando locais de lazer que antes não frequentavam como bares e restaurantes, onde realizam grandes despesas.
            Os maus administradores públicos corruptos assumem feições diversas, do tipo grosseiro e despudorado fazendo demonstrações ostensivas de poder e riqueza, exibindo publicamente acesso a recursos extravagantes, não se preocupando em serem discretos, necessitam alardear os seus sucessos econômicos e suas novas condições, mesmo os que estão a sua volta possam perceber que o dinheiro público exibido não tem procedência legitima, esses tipos de maus administradores públicos corruptos, apropriando dos recursos públicos associados a um desejo incontrolável de ascender socialmente e de existirem suas ascensões não encontram maneiras de enriquecer honestamente, recorrem a atos ilícitos.
            Os maus administradores públicos corruptos em conjunto com os fraudadores discretamente têm formas de agir que torna mais difícil “MAS NÃO IMPOSSÍVEL” à descoberta dos atos ilícitos, o dinheiro do erário público é subtraído aos poucos e em quantias pequenas “como diz de grão em grão os maus administradores públicos corruptos em conjunto com os fraudadores enchem os bolsos”, por meio de esquemas bem articulados com os fornecedores de produtos e serviços, utilizando – se de “LARANJAS – assessores, parentes, amigos, funcionários públicos, etc., pessoas que, voluntariamente ou involuntariamente, emprestam suas identidades para encobrir os maus administradores públicos corruptos em conjunto com os fraudadores”, adquirem bens moveis ou semoventes: dólar, ouro, papeis do mercado de capitais, gado, comodites, etc., mesmo quando a corrupção é bem planejada, deixam vestígios.
            E os que sentem traídos na partilha acabam por denunciar o esquema, exemplos: Escândalos das Pedras Preciosas, Anões do Orçamento, Governo Collor, Mensalão, etc., a necessidade de manter os atos ilegais ocultos torna-se difícil para os maus administradores públicos corruptos e até mesmo seus amigos, parentes, etc., usufruírem da riqueza, quando essa situação não gera um conflito entre os participantes da quadrilha, os comparsas acabam por ficar com a maior parte dos bens adquiridos.
            Os Cidadãos Contribuintes que desejam governos municipais, estaduais e federal eficientes e transparentes devem ficar atentos aos seus sinais. Um administrador público sério e bem intencionado escolhe como assessores - pessoas representativas sem macula e que tenha boa reputação e capacidade administrativa. Devemos desconfiar de grupos fechados que gravitam em torno dos três poderes, pois a nomeação de amigos, parentes, vizinhos, etc., de maus administradores públicos corruptos significa indícios de corrupção.
            Os maus administradores públicos corruptos opõem-se veementemente a qualquer forma de transparência, evitam que haja fiscalização dos gastos nos três poderes e buscam comprometer a todos os administradores públicos que procuram agir com honestidade e transparência com esquemas fraudulentos e não admitem que dados contábeis e outras da administração pública sejam entregues as organizações independentes aos Cidadãos Contribuintes através de uma “AUDITORIA INTERNA E EXTERNA”.
            A Lei de Responsabilidade Fiscal impõe um principio altamente salutar ao equilíbrio financeiro dos poderes públicos, ou seja, não se podem gastar mais do que se arrecada. Mesmo assim, os maus administradores públicos corruptos que praticam atos ilegais nas administrações publicam, existe uma grande resistência à liberação de informações sobre os gastos públicos aos Cidadãos Contribuintes que tem o direito de saber e os três poderes, sejam eles, municipais, estaduais ou federais e os seus gestores têm o dever de demonstrar publicamente como o dinheiro público esta sendo empregadas, as organizações instituídas ou não ou as Assembleias Livres e Gerais Comunitárias Espontâneas Autônomas para a Garantia Constitucional e em Defesa dos Cidadãos Vitimados – Lei 1207 de 25 de outubro de 1950, ou seja, coletivamente ou individualmente tem um papel fundamental quando bem conscientizados e com enraizamento com a capacidade de mobilizar os Cidadãos Contribuintes para fazerem o “Controle Social dos Gastos Públicos nos Três Poderes”.

LIVRO VIRTUAL: CIDADANIA EM QUESTÃO - AUTOR: GILBERTO CRISTENSEN -                  2º VOLUME - O COTIDIANO DO CIDADÃO NA PARTICIPAÇÃO ÉTICA 

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